Durante décadas o cinema e a literatura se debruçaram a pensar como seriam as tecnologias do futuro. Em 2025 a inteligência artificial (IA) é uma realidade depois de décadas em que parecia um sonho irrealizável. Ela está em nossos celulares, nas redes sociais, nos serviços de streaming, nas rotas sugeridas por aplicativos, ditando o conteúdo que consumimos, influenciando nossas decisões de compra e, muitas vezes, moldando nossas próprias opiniões sem que percebamos.

É a partir desse cenário cada vez mais presente e invisível que o professor e pesquisador Paulo Roberto Córdova lança o livro Inteligência Artificial: entre o fascínio e o medo pela Editora Contexto. O livro convida o leitor a realizar uma reflexão crítica sobre a IA, e chega em um momento de grande avanço, mas que diferente de outros momentos semelhantes, a humanidade se vê pela primeira vez dividida com uma entidade capaz de rivalizar e, em alguns casos, até superar nossas capacidades cognitivas.
Mesmo durante a Revolução Industrial, as máquinas tinham uma dependência extrema da mão humana, sem dividir com os seres humanos o papel de produção intelectual. Em seu livro, Córdova percorre desde a história da computação até os algoritmos atuais, relacionando avanços técnicos aos desafios humanos contemporâneos.
Ao longo do livro, o leitor é guiado por uma narrativa que combina história, ciência e filosofia, resgatando os marcos do desenvolvimento desse recurso tecnológico e questionando seus impactos sobre direitos humanos, ecossistemas e meio ambiente. Mais do que explicar como funcionam essas tecnologias, Córdova aborda o tema do ponto de vista humanístico.
Doutor em Informática na Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professor no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Córdova usa a base em anos de pesquisa e atuação na intersecção entre tecnologia e educação, para produzir um texto acessível e provocativo, explorando as ameaças e oportunidades desse novo paradigma.
“A natureza da IA revela muito sobre a natureza humana. Ela foi criada, mesmo que acidentalmente, à nossa imagem e semelhança. Isso permite deduzir que, se ela aprende conosco, vai reproduzir não só nossas qualidades, mas também nossos defeitos mais sombrios, refletindo casos reais de discriminação racial e de gênero em algoritmos que influenciam desde processos seletivos até concessão de crédito”, explica o professor.

O autor também procura abandonar as ideias apocalípticas, tão usuais em obras de ficção científica, de um mundo dominado por máquinas. Ao invés disso, Córdova busca focar nas questões práticas e filosóficas realmente pertinentes: como reconhecer a presença da IA em nosso cotidiano, compreender seu funcionamento, avaliar seu impacto nas relações sociais e prever os caminhos possíveis para uma convivência equilibrada com a tecnologia.
A obra se destaca ainda por oferecer uma visão equilibrada, sem ceder nem ao entusiasmo cego e ingênuo pelas promessas da tecnologia, nem ao catastrofismo irracional da ficção científica. O autor apresenta temas complexos e verdades incômodas, combinando rigor científico com uma narrativa envolvente e fácil de entender.
Sobre o Autor:
Paulo Roberto Córdova é professor no Instituto Federal de Santa Catarina, doutor em Informática na Educação pela UFRGS e pesquisador dedicado às intersecções entre inteligência artificial, ética e educação. Com sólida trajetória na formação de profissionais, Córdova se destaca por sua habilidade de traduzir complexidades técnicas em reflexões acessíveis e profundamente conectadas aos dilemas contemporâneos da sociedade.
Serviço:
Obra: Inteligência Artificial: entre o fascínio e o medo
Autor: Paulo Roberto Córdova
Editora: Contexto
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