Livro do psicanalista Everaldo de Deus mistura poesia, contos e crônicas sobre a vida em sociedade

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O psicanalista, pedagogo e escritor Everaldo de Deus lançou no início do ano Banquete das Ideias, publicado pela Editora Appris. A obra reúne poemas, contos e crônicas que transitam entre temas como a solidão, a passagem do tempo, a infância e o desejo de autoconhecimento.
Nesta entrevista ao Livros N’alma, Everaldo fala sobre suas inspirações, suas influências e sobre como a literatura pode ser uma ferramenta para a saúde mental. A seguir, a entrevista na íntegra:

1. O que motivou você a escrever Banquete das Ideias, uma obra tão rica em reflexões e provocações sobre a vida?

O projeto já estava se cristalizando a cada dia que passava. Minhas participações em antologias poéticas nacionais em que meus escritos foram bem recebidos me deram ânimo para reunir pensamentos, contos, crônicas. Minha intenção era não escrever o livro com um só seguimento, mas sim, oportunizar aos leitores um banquete de ideias que pulsavam e pulsam dentro de mim, um banquete em que o ancião se expressa com a força de um titã, os “loucos” refletem sobre o cenário da vida real, o palhaço na finitude da vida longe da plateia convive consigo mesmo em um mundo de silêncio… talvez seja esse diálogo um dos pratos mais enigmáticos do banquete e, por fim, o menino começa a despertar para a vida.

2. Por que o fim de ano é um momento tão propício para a introspecção e a autoanálise?

No decorrer de um ciclo, muitos caminhos e atalhos são percorridos. Em alguns encontramos a suavidade da brisa e a fragrância de uma parte da caminhada que nos impulsiona o percurso, pois do contrário, não teríamos força o suficiente para conviver com os momentos da nossa história mais traumáticos e o convívio com a solidão da multidão que anda sonhando e, que, sem intenção, acabam se ferindo e ferindo. O final de um ciclo é mais uma oportunidade para uma reflexão crítica sobre nossas ações, com o propósito de fazermos diferente, buscando sempre oitavas ascendentes, ou seja, com o propósito de sempre elevar nossas ações no terreno da vida prática.

3. Como sua experiência como psicanalista e pedagogo influenciou a criação dos contos, poemas e crônicas do livro?

O material psíquico vai se acumulando no decorrer da vida prática, e desde a infância, as formações buscam como um imã aqueles conteúdos mais significativos para a criação. A psicanálise mergulhou no inconsciente e fez brotar uma roupagem poética naquilo que está muitas vezes sem força para viver, a pedagogia como a ciência da educação, nos faz refletir na forma com o conhecimento brota em nós, independente de espaço.

4. Você menciona a permanência da infância na vida adulta. Por que é importante revisitar esses sentimentos na fase adulta?

A parte, talvez, mais marcante da nossa vida muitas vezes está na infância, é nela que se expressa aquilo que de mais belo existe no homem, a essência da simplicidade, longe dos julgamentos e pré-julgamentos. Só se busca a leveza do Ser, que muitas vezes é interrompido pelos adultos que não conseguem entender uma linguagem que um dia falaram e, hoje, está se perdendo no esquecimento.

5. O livro trata de temas como solidão, despedidas e a passagem do tempo. Qual deles você considera o mais desafiador de abordar?

Os três estão intimamente interligados, falar especificamente sobre esse fenômeno que denominamos de tempo, talvez seja a grande magia da vida… ele está a cada segundo passando esbarrando em nós e não percebemos, não tem cheiro nem cor, mas nada existe sem a sua marca.

6. Como você espera que os leitores se sintam após degustar esse banquete de ideias e reflexões?

Cada pessoa tem um paladar peculiar, ficaria contente se cada leitor que sentasse no banquete, deixasse a mesa com uma fome tão grande de conhecimento que seus sentidos despertassem para a vontade de se autoconhecer.

7. Você acredita que a arte e a literatura podem ser ferramentas importantes para a saúde mental? De que forma?

Tanto a arte como a literatura é algo magnífico criado pelos homens, nos oportuniza pisar em mundos inimagináveis que está de portas abertas para receber a todos que ousam pisar seus degraus e adentrar. O homem tem um potencial incrível, os fatos falam por si só… que possamos nem que seja por alguns instantes despertar dos estados em que nos encontramos e apalpar a realidade que muitas vezes só se mostram no mundo dos sonhos. Após um momento de contemplação, o corpo recebe uma carga de energia que influencia sua psique, as emoções são elevadas a ponto de transcendermos o chão que pisamos.

8. Quais são seus próximos projetos literários ou reflexões que pretende explorar em futuras obras?

Já existe um projeto em andamento explorando a regionalidade e fatos existenciais em uma estrutura de um romance ou novela.

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