Em Na Alegria e Na Dor, o autor compartilha a jornada emocional e médica de sua esposa, Andrea, na luta contra um câncer raro, trazendo reflexões sobre fé, medicina e superação.

Carlos Franciscon, autor e bacharel em Teologia, reflete sobre os desafios enfrentados por sua esposa, Andrea, no diagnóstico e tratamento de um Sarcoma de Ewing durante a gravidez. O livro, que começou como um diário de desabafos, transformou-se em um relato inspirador, disponível em três idiomas, que combina a força da união familiar com a importância da medicina e da espiritualidade.

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O que o motivou a transformar as anotações feitas durante o tratamento da sua esposa em um livro?
Inicialmente, era apenas um desabafo pessoal, uma forma de registrar a sequência de consultas e exames. No entanto, durante uma conversa com o oncologista Dr. Rodrigo Moraes, percebi que nossa experiência poderia ajudar outras pessoas a não desistirem. A ideia ganhou força quando entendi que poderíamos inspirar outras famílias com nossa história.
Como foi o processo emocional de registrar e compartilhar uma experiência tão pessoal e desafiadora?
Eu já compartilhava atualizações sobre o tratamento nas redes sociais para amigos e parentes, então, expor nossa vivência não foi algo difícil. Andrea, sendo fisioterapeuta, também não se opôs. Decidimos que transformar isso em um livro poderia inspirar outras pessoas a enfrentar situações similares com coragem e fé.
A obra destaca a importância do equilíbrio entre fé e medicina. Qual a sua visão sobre como essas áreas podem complementar-se em momentos de crise?
A ideia de que fé e ciência são opostas é recente e equivocada. Muitos dos primeiros cientistas eram pessoas de fé, e isso os inspirava a explorar o mundo. A medicina que integra o corpo, a alma e a espiritualidade é mais eficaz. Acredito que a aptidão intelectual dada por Deus tem contribuído para avanços médicos significativos, e isso deve ser valorizado.
O livro aborda o conceito de “positivismo tóxico”. Como você acredita que ele afeta quem está enfrentando uma doença grave?
O “positivismo tóxico” é aquele otimismo cego, que finge que tudo está bem e subestima as dificuldades. Isso pode ser prejudicial porque não permite que as pessoas lidem com a realidade. É essencial reconhecer a gravidade da situação, planejar e enfrentar as adversidades com honestidade.
Como o suporte da sua família e da equipe médica influenciou o enfrentamento do diagnóstico e o processo de escrita?
O apoio dos médicos, amigos e familiares foi essencial. A transparência dos profissionais nos ajudou a planejar cada passo, enquanto o carinho da família e dos amigos nos fortaleceu emocionalmente. Sem esse suporte, a jornada teria sido muito mais difícil.
Na Alegria e Na Dor está disponível em três idiomas. Como você espera que a mensagem do livro alcance e impacte diferentes culturas?
Minha experiência como instrutor internacional me mostrou que, apesar das diferenças culturais, as necessidades humanas são universais. Decidi traduzir o livro para inglês e espanhol para compartilhar nossa história com pessoas de diferentes países, e os retornos têm sido muito positivos.
Há planos para escrever outras obras baseadas em temas relacionados à superação, fé e medicina?
Tenho algumas ideias, como abordar as dificuldades de pacientes em hemodiálise ou falar sobre transplantes. Também quero explorar mais profundamente a relação entre fé e medicina, mas, por enquanto, estou focado em compartilhar ensinos teológicos práticos no meu canal do YouTube.
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