Em 168 Dias Viajando pelo Mundo, a médica e escritora transforma anotações de viagem em um diário de descobertas, cultura e espiritualidade.

Viajar pelo mundo é uma experiência transformadora, e Maria Leopoldina de Castro decidiu compartilhar as memórias dessa jornada em um projeto literário inspirador. 168 Dias Viajando pelo Mundo relata a aventura que ela e seu marido viveram, passando por 11 países e mais de 40 localidades, em uma narrativa que combina arte, cultura e espiritualidade.
Nesta entrevista exclusiva, a autora fala sobre os bastidores do livro, os desafios enfrentados durante a viagem e como essa experiência impactou sua vida pessoal e espiritual.

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O que motivou você a transformar suas anotações de viagem em um projeto literário?
O fato de ter anotado aproximadamente 400 páginas em meus dois diários de bordo durante toda a viagem, sem nenhuma intenção de publicar, mais pelo gosto que sempre tive de registrar por onde andei, as coisas interessantes que vi, os restaurantes, as comidas e as curiosidades dos lugares, além da história da viagem, as dicas, perrengues e micos.
Só que essa viagem foi especial, e vi que, após tantas anotações, havia ali muitas informações turísticas, impressões, avaliações – já sob o olhar da maturidade – e passando toda uma filosofia de vida que poderia ser compartilhada com outras pessoas, a fim de inspirá-las a realizar seus próprios sonhos e desejos.
Como foi a experiência de viajar e registrar essas memórias ao lado do seu marido na melhor idade?
Tive uma disciplina para fazer as anotações sempre ao final do dia ou no início do dia seguinte, acordando mais cedo, neste caso, para não prejudicar o horário de tomar café da manhã e/ou alguma programação de passeio já agendada.
A preocupação era não deixar a luz do quarto muito tempo acesa ou ir para uma poltrona com abajur, para não atrapalhar o sono de Paulo.
Quais foram os maiores desafios enfrentados durante os 168 dias de viagem e como vocês os superaram?
Um dos grandes desafios foi conciliar os estudos de inglês com nossos passeios turísticos. Iniciamos as aulas na Kaplan no período da tarde e, dali, saíamos para passear, aproveitando o anoitecer tardio do verão europeu, em torno das 10 horas da noite.
Só que os museus, monumentos e exposições fechavam às 17 horas, restando só os fins de semana para visitá-los. Após algumas semanas, mudamos para a manhã e, assim, conseguimos fazer as visitas pretendidas.
Outros grandes desafios foram: o excesso de peso da bagagem, que chegou a 80 quilos, devido aos livros adquiridos e às lembrancinhas para a família. Começamos a “esquecer” nos hotéis itens sem utilidade e despachamos vários quilos para o Brasil, o que foi um alívio.
Ao longo da jornada, quais destinos trouxeram as experiências mais transformadoras para você?
Sem sombra de dúvidas, as visitas aos grandes museus, galerias e monumentos do Reino Unido, Irlanda e França foram experiências transformadoras. No Museu de História Natural de Londres, por exemplo, você tem noção da diversidade biológica e a evolução de nosso planeta.
Na França, os Museus do Louvre e D’Orsay são fenomenais, ao se deparar com obras de Monet, Picasso, Van Gogh, entre outros. Arte e cultura deveriam fazer parte de nossa rotina diária, pois ativam nossa humanidade e nos aliviam das vicissitudes da vida.
Em que medida essa viagem contribuiu para o seu desenvolvimento pessoal e espiritual?
O desenvolvimento pessoal foi um doutorado: convivemos diuturnamente os 168 dias da viagem, aprendendo a viver literalmente cada dia por vez. Isso nos oportunizou autoconhecimento e o conhecimento do outro, consolidando nossa parceria.
Já o desenvolvimento espiritual foi um capítulo à parte. Visitamos vários santuários cristãos, hindus e indianos. Em todos, a conexão com o divino aconteceu de forma natural, independente da religião ou crença. Deus é Único, o que muda são as formas de chegar a Ele.
Como você espera inspirar outros casais 60+ com o relato dessa aventura?
Espero que a narrativa de uma experiência exitosa inspire outros casais a ver que a maturidade não é o fim do caminho, mas o início de uma nova fase de vida. Após bem criar os filhos, mantendo a saúde física, mental e social, e com certa autonomia financeira, podemos fazer escolhas que nos tragam satisfação, alegria e prazer.
A frase “a beleza de ser um eterno aprendiz” traduz isso: precisamos nos superar sempre para manter nossa vitalidade e espiritualidade.
Durante o intercâmbio em Londres, o que mais surpreendeu você em relação à diversidade cultural da cidade?
O acesso amplo e irrestrito aos grandes museus londrinos e o trabalho que realizam para integrar a sociedade e os alunos nesse fabuloso mundo da arte, cultura e história mundiais.
Outra curiosidade foi observar o modo de ser do inglês: rígido com a pontualidade e normas de boa convivência, mas informal nos pubs, degustando cervejas nas calçadas com amigos.
Já há uma previsão para o lançamento do terceiro volume? O que os leitores podem esperar dessa continuação?
Acredito que no final deste ano de 2025. Os leitores podem esperar uma viagem mais intensa: fizemos um cruzeiro pelo Mar Mediterrâneo Ocidental, visitamos a Áustria, República Tcheca, Alemanha, Espanha e Portugal.
Muitas histórias, encantamentos, perrengues, curiosidades e surpresas ocorreram nessa última etapa. Vocês não perdem por esperar!
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