Em Devaneios da Vida, a autora dá voz à imigração italiana e celebra o legado familiar em crônicas cheias de nostalgia e reflexão.

A escritora Claudia Ipolito transforma memórias de sua família em literatura ao abordar temas como imigração, tradições e a importância do resgate histórico para as futuras gerações. Em seu livro Devaneios da Vida, a crônica “Família Paterna” se destaca por trazer à tona histórias de coragem e recomeços vividas por seus antepassados italianos.

Em entrevista exclusiva, Claudia compartilha os desafios de registrar essas memórias, a influência da cultura italiana em sua escrita e seus planos para continuar explorando histórias familiares.


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Segue a entrevista de Claudia Ipolito, pronta para publicação no blog:


Claudia Ipolito: Resgatando memórias familiares em uma viagem literária

Em Devaneios da Vida, a autora dá voz à imigração italiana e celebra o legado familiar em crônicas cheias de nostalgia e reflexão

A escritora Claudia Ipolito transforma memórias de sua família em literatura ao abordar temas como imigração, tradições e a importância do resgate histórico para as futuras gerações. Em seu livro Devaneios da Vida, a crônica “Família Paterna” se destaca por trazer à tona histórias de coragem e recomeços vividas por seus antepassados italianos.

Em entrevista exclusiva, Claudia compartilha os desafios de registrar essas memórias, a influência da cultura italiana em sua escrita e seus planos para continuar explorando histórias familiares. Confira a seguir:


O que a motivou a escrever sobre a história da sua família na crônica “Família Paterna”?


Sempre tive uma ligação muito forte com a minha família paterna. A motivação foi a saudade. Surgiu em um momento de devaneio, pensando em meus avós e de como era bom estar com eles. Foi então que me lembrei da conversa que tive com meu avô Luigi na varanda da sua casa. Ele contou sobre sua vinda ao Brasil e como conheceu minha avó.


Como foi o processo de resgatar e registrar as memórias da imigração italiana de seus antepassados?


Essa história sempre mexeu com as minhas emoções. Imaginar o que foi a travessia de navio, naquele tempo, na véspera da Primeira Grande Guerra. Fui ao Museu do Imigrante, em São Paulo, onde me deparei com histórias parecidas com a minha. A crônica surgiu através das lembranças de conversas em família.


A sua narrativa mistura nostalgia e reflexão. Como você equilibra esses dois elementos na escrita?


O desafio é grande, mas dosar estes dois elementos torna a narrativa mais interessante. Procuro trazer o leitor para perto, fazendo com que entenda meus pontos de vista em uma mistura de momentos vividos no passado e o que refletem no presente.


Quais foram os maiores desafios ao transformar suas memórias familiares em literatura?


O grande desafio foi transferir para o papel a emoção e o orgulho de ser quem eu sou e de onde vim. O intuito é conduzir o leitor a captar este sentimento.


Como a cultura italiana influencia suas histórias e sua visão de mundo?


Tenho origem italiana tanto paterna quanto materna, portanto, a influência é muito grande. Vai desde pratos típicos da culinária, a expressões linguísticas e ao exagero nas emoções. A visão de mundo vem através da educação religiosa e amorosa que recebi.


A imigração é um tema recorrente na literatura brasileira. Como você acredita que Devaneios da Vida contribui para esse diálogo?


A maior parte dos antepassados dos atuais brasileiros não são originários deste país. A minha história é parecida com a de tantas pessoas. Acredito que isto traz ao leitor o desejo em saber qual é a sua origem e o que motivou seus ancestrais a deixarem sua terra e virem se aventurar no Brasil.


Você tem planos de escrever mais sobre suas memórias familiares ou expandir esse tema em outros formatos?


Sim. Estou em processo de escrita onde conto a história da irmã mais velha do meu pai. Esta minha tia e sua família passaram por situações inimagináveis no final dos anos 60 e início dos anos 70. Esta história foi relatada em cartas que ela escreveu para sua mãe, portanto, minha avó. A riqueza na escrita e nos detalhes produziu um material incrível para o próximo livro.


Qual mensagem você espera transmitir aos leitores ao compartilhar essas histórias de coragem, perda e recomeços?


A mensagem é a de que tudo o que nos aconteceu reflete em quem nós somos. Quem nunca passou por perdas e recomeços e precisou de força e coragem? A vida dos nossos antepassados, nossas origens, refletem em nossas escolhas de vida. Ao leitor, solto a imaginação em devaneios, histórias e reflexões que estão registradas em uma leitura leve. A intenção é alimentar a alma.



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