“A Árvore dos Alados” – Uma jornada lúdica e educativa sobre a proteção do meio ambiente.

Em “A Árvore dos Alados”, Don Policarpo apresenta uma abordagem única para falar de sustentabilidade, convidando crianças e jovens a refletirem sobre a crise ambiental de maneira leve e profunda. O autor, com sua experiência como geógrafo e consultor ambiental, explora temas como a contaminação dos solos, a poluição do ar e o excesso de lixo, conectando os leitores a um mundo que precisa urgentemente de cuidado.

Durante nossa entrevista, Policarpo destacou que a união entre educação familiar e escolar é essencial para criar uma consciência preservacionista nas novas gerações. Ele também revelou planos futuros, como transformar o livro em uma série que explore cada bioma do Brasil.

Na entrevista abaixo você conhecerá as inspirações e desafios do autor ao escrever uma obra que mistura ficção e realidade para educar e transformar.


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Confira a entrevista:

Como surgiu a ideia de escrever um livro infantojuvenil para abordar a conscientização ambiental?

A ideia surgiu através da observação de uma árvore onde vários pássaros, ao entardecer, vão se aninhar e lá fazem um barulho ensurdecedor até dormirem de fato. Percebi também que alguns animais, como saruê, gatos e esquilos, passavam por ela vez ou outra. A ideia de colocá-los para conversar foi automática, só precisavam de um assunto em comum, e a degradação do meio em que vivem me pareceu uma pauta pertinente. E para quem eles encaminhariam a tal conversa senão para as crianças e jovens?

O protagonista do livro enfrenta um julgamento sobre as atrocidades humanas contra o meio ambiente. Por que escolheu essa abordagem narrativa?

A escolha da abordagem lúdica, porém com conteúdo, vem pela facilidade de se conversar com as crianças com suas questões ainda em formação e de fácil moldagem, podendo-se aplicar uma didática palatável e inteligível.

Quais são os principais problemas ambientais que você acredita que as crianças precisam conhecer desde cedo?

Para simplificar, podemos começar com a questão dos resíduos, pois tudo que passa pela mão de uma criança vem embalado, e dar a destinação correta a eles, já é um grande começo.

Como sua experiência como geógrafo e consultor ambiental influenciou a criação desta obra?

Saber das informações geográficas, somadas às informações técnicas, me fez ter um olhar diferenciado ao homogeneizá-las na ideia de um livro, pois a cadeia poluidora já está formada, com pontos estabelecidos e nevrálgicos sendo mapeados por toda a sociedade acadêmica e civil. Só mirei no público infantojuvenil por acreditar que, para mudar alguma coisa, é preciso formar, formatar ou ensinar, para se ter algum resultado efetivo nesta problemática ambiental.

Qual é a importância de educar crianças e jovens sobre sustentabilidade e meio ambiente por meio da literatura?

É de suma importância buscar publicações, físicas ou digitais, que abordem o tema “ambiente em que vivemos” para se obter a tal formação ambiental. Com o advento das tecnologias, que ora instruem e na mesma hora servem com divertimento, o atrativo literatura precisa de um fomento que comece na primeira infância e perdure pelo menos até o término da puberdade, por motivos quase óbvios.

Os personagens animais trazem reflexões importantes sobre a poluição e os danos ambientais. Qual mensagem você espera transmitir com essas metáforas?

Sim, eu diria até que não são metáforas, pois as falas são contundentes e verdadeiras, direcionadas e palpáveis, de fácil entendimento e direto, que relatam o sofrimento e a agonia que estão vivendo, ou sobrevivendo, toda a fauna do planeta. É um grito, um pedido de socorro de fato.

Como os pais e educadores podem usar A Árvore dos Alados para fomentar discussões sobre a proteção da natureza?

As educações, informal e formal, precisam se unir, se completarem mutuamente se quiserem mudar algo na questão ambiental. Primeiro, para falarem a mesma língua e deixarem de ser antagonistas. Segundo, as informações colhidas na primeira infância, aquelas passadas oralmente, no seio familiar, são talvez as mais importantes e moldadoras no quesito formação. Quando a criança chega aos bancos escolares, toda aquela bagagem familiar, certa ou errada, precisa ser apurada e corrigida, se for o caso. E, por último, as políticas governamentais para o meio ambiente não podem servir ao capital. A soma de pais, educadores e políticas ambientais podem gerar uma nova consciência preservacionista.

Já tem planos para outros projetos literários voltados à educação ambiental?

Sim, tenho em mente poder explorar o livro A ÁRVORE DOS ALADOS, transformando-o em série, abordando cada bioma reclamado e apontado saídas para mitigar os problemas. Outro projeto que pretendo tocar é o de levantar os problemas ambientais por região, com nome ainda provisório de “LIZ E OS BRASIS”.



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